Dólar cai com atenção a dados dos EUA e negociações com o Irã; Ibovespa sobe

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O dólar recua nesta sexta-feira (6) e caía 0,75% por volta das 11h45, cotado a R$ 5,2141. No mesmo horário, o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, operava em alta de 0,15%, aos 182.394 pontos.
▶️ Nos Estados Unidos, os investidores acompanham a divulgação da pesquisa da Universidade de Michigan, que mede o sentimento do consumidor e as expectativas de inflação, além do discurso do vice-presidente do Federal Reserve, Philip Jefferson.
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▶️ Ainda no cenário internacional, as atenções se voltam para as negociações entre EUA e Irã, em Omã, em meio à tentativa de avançar em um acordo nuclear após semanas de aumento das tensões. Esse cenário de incerteza tem levado investidores a buscar aplicações vistas como mais seguras.
O ouro avança e recupera parte das perdas da sessão anterior, em um dia de queda das bolsas globais. O metal à vista subia 1,9%, enquanto os contratos futuros para abril recuavam 0,1%.
No mercado de criptomoedas, o bitcoin recuou ao menor nível em 15 meses, apesar do apoio público do presidente dos EUA, Donald Trump.
▶️ No Brasil, o Ministério da Fazenda estima crescimento de 2,3% para o PIB e nova desaceleração da inflação. As projeções constam no Boletim Macrofiscal, divulgado hoje pela Secretaria de Política Econômica da pasta.
▶️ A temporada de balanços segue no radar dos investidores, com desdobramentos relevantes no Brasil e no exterior.
Em Wall Street, a Amazon frustrou o mercado ao apresentar resultados mistos e elevar a previsão de investimentos para US$ 200 bilhões, o que levou suas ações a caírem mais de 4% no pré-mercado.
No Brasil, os papéis do Bradesco recuavam no Ibovespa, apesar do lucro recorrente de R$ 6,5 bilhões no quarto trimestre, alta de 20,6% em um ano.
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
💲Dólar

a
Acumulado da semana: +0,12%;
Acumulado do mês: +0,12%;
Acumulado do ano: -4,28%.
📈Ibovespa

Acumulado da semana: +0,42%;
Acumulado do mês: +0,42%;
Acumulado do ano: +13,03%.
Fazenda estima crescimento de 2,3% para o PIB
Mesmo com a taxa Selic em 15% ao ano — o nível mais alto em duas décadas —, o Ministério da Fazenda não vê uma desaceleração do crescimento da economia brasileira em 2026.
A pasta projeta expansão de 2,3% do Produto Interno Bruto (PIB) no próximo ano, além de nova queda da inflação.
As estimativas fazem parte do Boletim Macrofiscal divulgado nesta sexta-feira (6) pela Secretaria de Política Econômica.
Para 2025, o governo também elevou levemente sua projeção de crescimento, de 2,2% para 2,3%. O mercado financeiro, por sua vez, estima avanço de 2,27% neste ano.
Caso o resultado se confirme, a economia crescerá menos do que em 2024, quando o PIB avançou 3,4%, marcando uma desaceleração relevante.
Ainda assim, o governo avalia que o ritmo de expansão deve se manter estável entre 2025 e 2026, diferentemente das projeções do mercado, que apontam crescimento menor no próximo ano, de 1,8%.
Na composição da atividade econômica, a Fazenda prevê perda de fôlego da agropecuária, compensada por desempenho mais forte da indústria e do setor de serviços.
No campo da inflação, o governo projeta desaceleração em 2026. A expectativa é de que o IPCA recue para 3,6%, ante os 4,26% registrados em 2025.
O mercado também espera inflação menor, mas em um patamar mais elevado, de 3,99%.
Segundo a Fazenda, a tendência de queda é puxada pela redução dos preços de bens industriais e serviços, influenciada pelo excesso de oferta, pela valorização passada do real e pelos efeitos dos juros elevados.
Bolsas globais
Os principais índices de Wall Street abriram em alta nesta sexta-feira, após uma semana marcada por forte venda de ações de tecnologia.
O movimento positivo, no entanto, foi parcialmente limitado pela queda dos papéis da Amazon, que anunciou aumento nos investimentos em infraestrutura de inteligência artificial.
Na abertura, o Dow Jones subia 0,62%, aos 49.212,43 pontos. O S&P 500 avançava 0,50%, para 6.832,11 pontos, enquanto a Nasdaq tinha alta de 0,35%, aos 22.618,76 pontos.
Na Europa, os mercados operavam de forma mista enquanto investidores avaliavam os resultados corporativos divulgados ao longo da semana.
Além disso, a decisão do Banco da Inglaterra e do Banco Central Europeu de manter os juros inalterados também ajudava a orientar os negócios, mas sem definir uma direção clara para os principais índices.
Por volta das 9h30 (horário de Brasília), o STOXX 600 avançava 0,17%. Na Alemanha, o DAX subia 0,31%. No Reino Unido, o FTSE 100 tinha alta de 0,12%, enquanto o CAC 40 da França caía 0,01% e o FTSE MIB da Itália recuava 0,26%.
Já as bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em baixa, pressionadas pela queda global das ações de tecnologia e pela forte desvalorização nos futuros da prata, que afetou o ânimo dos investidores.
No fechamento, Xangai caiu 0,25% e o CSI300 recuou 0,57%. O Hang Seng perdeu 1,21%. O Nikkei destoou e subiu 0,8%. Em outros mercados: o Kospi caiu 1,44%, o Taiex recuou 0,06% e o Straits Times caiu 0,83%.
Notas de dólar.
Murad Sezer/ Reuters