Dólar opera em alta, influenciado por expectativas econômicas e cenário político; bolsa recua

O dólar inicia a sessão desta segunda-feira (22) em alta. Por volta das 11h15, a moeda americana avançava 0,62%, cotada a R$ 5,3540. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa, recuava 0,65%, aos 144.922 pontos.
Os investidores acompanham de perto os desdobramentos políticos e as falas de líderes do setor financeiro. Em Nova York, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participa da Assembleia Geral da ONU.
Embora não haja confirmação de um encontro oficial, há expectativa de que ele possa se encontrar com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, justamente no momento em que começam a valer as tarifas de 50% aplicadas por Washington sobre produtos brasileiros.
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▶️ Antes da abertura do mercado, o Banco Central divulgou o boletim Focus, que mostra que os economistas mantiveram a previsão de inflação para este ano em 4,83%.
▶️ Ainda durante a manhã, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, participou do evento Macro Day do BTG Pactual. O chefe da equipe econômica criticou os gastos herdados da gestão anterior e o impacto da ‘Tese do Século’ nas contas públicas.
▶️ Nos EUA, estão previstos discursos de representantes do banco central americano: Alberto Musalem (St. Louis), Beth Hammack (Cleveland), Stephen Miran e Tom Barkin (Richmond).
Veja a seguir como esses fatores influenciam o mercado.
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
💲Dólar

a
Acumulado da semana: -0,62%;
Acumulado do mês: -1,87%;
Acumulado do ano: -13,91%.
📈Ibovespa

Acumulado da semana: +2,53%;
Acumulado do mês: +3,14%;
Acumulado do ano: +21,27%.
Boletim Focus
O mercado passou a ver que a taxa básica de juros Selic terminará 2026 em 12,25%, de acordo com a pesquisa Focus divulgada nesta segunda-feira pelo Banco Central, consolidando a redução indicada no levantamento da semana passada.
A pesquisa semanal anterior já havia mostrado redução da expectativa para a Selic a 12,38% na mediana das projeções, após 32 semanas de manutenção em 12,50%.
Para este ano, segue a expectativa de que a taxa de juros terminará nos atuais 15%, depois de o BC ter decidido pela manutenção na semana passada, destacando que o ambiente incerto demanda cautela e que seguirá avaliando se manter os juros nesse patamar por período bastante prolongado será suficiente para levar a inflação à meta.
O levantamento com uma centena de economistas mostrou ainda que a expectativa para a alta do IPCA em 2025 segue em 4,83%, com um ligeiro ajuste para baixo de 0,01 ponto percentual na conta para 2026, a 4,29%.
O centro da meta oficial para a inflação é de 3,00%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.
Para o Produto Interno Bruto (PIB), as estimativas de crescimento foram mantidas em 2,16% este ano e em 1,80% no próximo. As projeções para o dólar também não sofreram alterações, a R$5,50 e R$5,60 respectivamente.
Bolsas globais
Em Wall Street, os mercados começaram o dia em queda, após terem atingido níveis recordes na sessão anterior.
A principal razão para essa mudança foi a preocupação dos investidores com as novas políticas de vistos anunciadas pelo presidente Donald Trump, que geraram incertezas sobre o impacto que podem ter na economia — especialmente em setores que dependem de trabalhadores estrangeiros, como o de tecnologia.
Por volta das 11h30 (horário de Brasília), o Dow Jones Industrial Average caía 0,21%, para 46.219,54 pontos, enquanto o S&P 500 perdia 0,02%, para 6.662,90 pontos, e o Nasdaq Composite ganhava 0,11%, para 22.656,75 pontos.
Notas de dólar.
Luisa Gonzalez/ Reuters