Tesouro Direto: veja as principais perguntas e respostas
Levantamento do Google mostra quais as dúvidas mais acessadas por meio do buscador; episódio especial do podcast Educação Financeira traz as respostas. Tesouro Direto: procura aumentou com a subida da taxa de juros do país, a Selic
Divulgação
Uma série especial do podcast Educação Financeira estreou na última segunda-feira (4), com a proposta de apresentar as modalidades mais comuns de investimentos no Brasil. O primeiro episódio mostra o que é e como funciona o Tesouro Direto.
Para complementar o conteúdo do episódio, o Google Trends levantou as principais dúvidas inseridas no buscador sobre o Tesouro Direto a pedido do g1.
Alguns números mostram o interesse crescente no assunto. Entre junho de 2017 e junho de 2022, houve aumento de 45% nas buscas pelo assunto, comparado a igual período anterior. E o primeiro semestre deste ano teve 15% mais buscas que o mesmo período do ano passado.
LEIA MAIS
Educação Financeira #200: tudo sobre o Tesouro Direto
3 dicas para preservar seu dinheiro com juros em alta e bolsa em queda
Como começar a resolver as dívidas da minha empresa
Os olhos se voltaram novamente ao Tesouro Direto em período de alta da taxa básica de juros do país, a Selic. Ao chegar ao patamar de 13,25% ao ano, a referência de rentabilidade dos títulos do Tesouro voltou a ter retornos atrativos.
“O primeiro semestre de 2022 foi o 5º com mais interesse pelo assunto desde o início da série histórica, em 2004. A maior variação de um ano para o outro ocorreu de 2014 para 2015, quando as buscas pelo tema dobraram”, diz o relatório do Google Trends.
Abaixo, o g1 lista as principais perguntas e dá as respostas com base na entrevista da semana, com a chefe de análise de renda fixa da XP, Camilla Dolle.
OUÇA AQUI
O que é Tesouro Direto?
A rigor, o Tesouro Direto é uma plataforma de acesso aos títulos de investimento do Tesouro Nacional. Por meio dela, foi possível fracionar o valor dos títulos para torná-los mais baratos, o que democratizou o acesso a esse tipo de investimento para pessoas físicas.
Como investir no Tesouro Direto?
A forma mais fácil de investir nos títulos do Tesouro é por meio da abertura de uma conta em corretora de valores. São várias opções no mercado, e boa parte tem todo o processo online.
Dentro das corretoras, há sempre uma aba de acesso ao Tesouro Direto. Por lá, o investidor pode ter acesso ao título do Tesouro que deseja comprar.
Quanto rende o Tesouro Direto?
Depende do título escolhido. Há três principais: o Tesouro Selic, o Tesouro Prefixado e o Tesouro IPCA+.
O Tesouro Selic acompanha a taxa de juros do país. O Prefixado define as taxas no momento da compra do título e será rigorosamente a oferecida no vencimento. O Tesouro IPCA+ é uma soma de uma taxa fixa com a variação da inflação do período.
Nas perguntas seguintes será possível entender como funciona cada um.
O que é Tesouro Direto Selic?
O Tesouro Selic acompanha a taxa de juros do país. Hoje, portanto, rende perto dos 13,25% ao ano, pago dia a dia. Mas esses títulos também são conhecidos como pós-fixados, porque se houver alteração da taxa Selic, a rentabilidade vai mudar.
Além disso, os títulos do Tesouro estão também suscetíveis ao recolhimento de imposto de renda na fonte. Quanto mais tempo o investidor deixar a aplicação sem resgate, menor fica o imposto.
Os descontos são feitos em cima do lucro que o investidor teve com o investimento. Veja abaixo as alíquotas:
Até 180 dias: 22,5%;
De 181 a 360 dias: 20%;
De 361 a 720 dias: 17,5%;
Mais que 720 dias: 15%.
Taxa Selic: entenda o que é a taxa básica de juros da economia brasileira
O que é Tesouro Direto Prefixado?
O Tesouro Prefixado é um título de investimento que paga uma taxa fixa, prometida ao investidor na data da compra.
Uma observação importante: o valor segue exatamente a rentabilidade prometida se o título for carregado até o vencimento. Caso contrário, ele está sujeito a marcação a mercado. (saiba mais abaixo)
Também estão suscetíveis a recolhimento de imposto de renda, feito na fonte. Os descontos são feitos em cima do lucro que o investidor teve com o investimento. Veja abaixo as alíquotas:
Até 180 dias: 22,5%;
De 181 a 360 dias: 20%;
De 361 a 720 dias: 17,5%;
Mais que 720 dias: 15%.
O que é Tesouro IPCA+?
O Tesouro IPCA+ é um título de investimento que paga uma taxa fixa somada ao índice de inflação do período.
Uma observação importante: o valor segue exatamente a rentabilidade prometida se o título for carregado até o vencimento. Caso contrário, ele está sujeito a marcação a mercado. (saiba mais abaixo)
Também estão suscetíveis a recolhimento de imposto de renda, feito na fonte. Os descontos são feitos em cima do lucro que o investidor teve com o investimento. Veja abaixo as alíquotas:
Até 180 dias: 22,5%;
De 181 a 360 dias: 20%;
De 361 a 720 dias: 17,5%;
Mais que 720 dias: 15%.
O que rende mais: Tesouro Direto ou CDB?
Tanto os títulos do Tesouro Direto como os CDBs têm formas de rentabilidade muito semelhantes. Portanto, depende de qual taxa for escolhida.
A diferença é o emissor de cada tipo de investimento. Para o Tesouro Direto, o emissor é o governo federal. Para CDBs, em geral, são bancos ou financeiras.
As regras de liquidez também podem ser diferentes. É mais comum que CDBs exijam que o investidor espere a data de vencimento para reaver o dinheiro.
Quem investe no Tesouro Direto tem que declarar Imposto de Renda?
Ter investimento no Tesouro Direto não é uma das exigências que obriga o contribuinte a declarar o Imposto de Renda. Mas, uma vez que algum dos critérios for atingido, os títulos do Tesouro devem constar na declaração.
Como funciona o Tesouro Direto com juros semestrais?
A opção de juros semestrais está ativa apenas no Tesouro Prefixados e Tesouro IPCA+. A única diferença é que, em vez de acumular os rendimentos até a data de vencimento, esses títulos pagam semestralmente a rentabilidade que acumularam.
Serve para investidores que queiram usar esse dinheiro como reforço de caixa de suas finanças pessoais.
O que acontece se resgatar Tesouro Direto antes do vencimento?
Para títulos do Tesouro Selic, nada acontece. Para Tesouro Prefixado e IPCA+, o valor do investimento fica sujeito à marcação a mercado (que será explicada abaixo).
O que é marcação a mercado no Tesouro Direto?
De forma simples, a “marcação a mercado” mostra o quanto seu título do Tesouro vale naquele dia. A depender das perspectivas de juros e inflação, ele pode variar para cima ou para baixo.
“Se temos uma expectativa aumento de juros, isso se reflete em uma relação inversa no preço do nosso título. Quando tem um aumento de taxa, nosso título se desvaloriza naquele momento”, diz Camilla Dolle, da XP
“E também podem existir fatores que reduzam a percepção de risco do Brasil. Com isso, as taxas caem e os preços dos títulos valorizam”, prossegue.
Mas a marcação a mercado só “vale” se o investidor vender seu título antes do vencimento. Caso contrário, são pagas as taxas prometidas no momento da compra.
Se eu investir R$ 100 no Tesouro Direto, quanto rende?
Novamente, depende da taxa escolhida. Uma reportagem do g1 simula a rentabilidade de alguns investimentos desde que a Selic subiu aos 13,25%.
O Tesouro Selic, por exemplo, teria um rendimento de 10,52% em um ano, considerando que a taxa básica de juros não mude e descontado o imposto de renda.
Assim, R$ 100 renderiam R$ 10,52.
Divulgação
Uma série especial do podcast Educação Financeira estreou na última segunda-feira (4), com a proposta de apresentar as modalidades mais comuns de investimentos no Brasil. O primeiro episódio mostra o que é e como funciona o Tesouro Direto.
Para complementar o conteúdo do episódio, o Google Trends levantou as principais dúvidas inseridas no buscador sobre o Tesouro Direto a pedido do g1.
Alguns números mostram o interesse crescente no assunto. Entre junho de 2017 e junho de 2022, houve aumento de 45% nas buscas pelo assunto, comparado a igual período anterior. E o primeiro semestre deste ano teve 15% mais buscas que o mesmo período do ano passado.
LEIA MAIS
Educação Financeira #200: tudo sobre o Tesouro Direto
3 dicas para preservar seu dinheiro com juros em alta e bolsa em queda
Como começar a resolver as dívidas da minha empresa
Os olhos se voltaram novamente ao Tesouro Direto em período de alta da taxa básica de juros do país, a Selic. Ao chegar ao patamar de 13,25% ao ano, a referência de rentabilidade dos títulos do Tesouro voltou a ter retornos atrativos.
“O primeiro semestre de 2022 foi o 5º com mais interesse pelo assunto desde o início da série histórica, em 2004. A maior variação de um ano para o outro ocorreu de 2014 para 2015, quando as buscas pelo tema dobraram”, diz o relatório do Google Trends.
Abaixo, o g1 lista as principais perguntas e dá as respostas com base na entrevista da semana, com a chefe de análise de renda fixa da XP, Camilla Dolle.
OUÇA AQUI
O que é Tesouro Direto?
A rigor, o Tesouro Direto é uma plataforma de acesso aos títulos de investimento do Tesouro Nacional. Por meio dela, foi possível fracionar o valor dos títulos para torná-los mais baratos, o que democratizou o acesso a esse tipo de investimento para pessoas físicas.
Como investir no Tesouro Direto?
A forma mais fácil de investir nos títulos do Tesouro é por meio da abertura de uma conta em corretora de valores. São várias opções no mercado, e boa parte tem todo o processo online.
Dentro das corretoras, há sempre uma aba de acesso ao Tesouro Direto. Por lá, o investidor pode ter acesso ao título do Tesouro que deseja comprar.
Quanto rende o Tesouro Direto?
Depende do título escolhido. Há três principais: o Tesouro Selic, o Tesouro Prefixado e o Tesouro IPCA+.
O Tesouro Selic acompanha a taxa de juros do país. O Prefixado define as taxas no momento da compra do título e será rigorosamente a oferecida no vencimento. O Tesouro IPCA+ é uma soma de uma taxa fixa com a variação da inflação do período.
Nas perguntas seguintes será possível entender como funciona cada um.
O que é Tesouro Direto Selic?
O Tesouro Selic acompanha a taxa de juros do país. Hoje, portanto, rende perto dos 13,25% ao ano, pago dia a dia. Mas esses títulos também são conhecidos como pós-fixados, porque se houver alteração da taxa Selic, a rentabilidade vai mudar.
Além disso, os títulos do Tesouro estão também suscetíveis ao recolhimento de imposto de renda na fonte. Quanto mais tempo o investidor deixar a aplicação sem resgate, menor fica o imposto.
Os descontos são feitos em cima do lucro que o investidor teve com o investimento. Veja abaixo as alíquotas:
Até 180 dias: 22,5%;
De 181 a 360 dias: 20%;
De 361 a 720 dias: 17,5%;
Mais que 720 dias: 15%.
Taxa Selic: entenda o que é a taxa básica de juros da economia brasileira
O que é Tesouro Direto Prefixado?
O Tesouro Prefixado é um título de investimento que paga uma taxa fixa, prometida ao investidor na data da compra.
Uma observação importante: o valor segue exatamente a rentabilidade prometida se o título for carregado até o vencimento. Caso contrário, ele está sujeito a marcação a mercado. (saiba mais abaixo)
Também estão suscetíveis a recolhimento de imposto de renda, feito na fonte. Os descontos são feitos em cima do lucro que o investidor teve com o investimento. Veja abaixo as alíquotas:
Até 180 dias: 22,5%;
De 181 a 360 dias: 20%;
De 361 a 720 dias: 17,5%;
Mais que 720 dias: 15%.
O que é Tesouro IPCA+?
O Tesouro IPCA+ é um título de investimento que paga uma taxa fixa somada ao índice de inflação do período.
Uma observação importante: o valor segue exatamente a rentabilidade prometida se o título for carregado até o vencimento. Caso contrário, ele está sujeito a marcação a mercado. (saiba mais abaixo)
Também estão suscetíveis a recolhimento de imposto de renda, feito na fonte. Os descontos são feitos em cima do lucro que o investidor teve com o investimento. Veja abaixo as alíquotas:
Até 180 dias: 22,5%;
De 181 a 360 dias: 20%;
De 361 a 720 dias: 17,5%;
Mais que 720 dias: 15%.
O que rende mais: Tesouro Direto ou CDB?
Tanto os títulos do Tesouro Direto como os CDBs têm formas de rentabilidade muito semelhantes. Portanto, depende de qual taxa for escolhida.
A diferença é o emissor de cada tipo de investimento. Para o Tesouro Direto, o emissor é o governo federal. Para CDBs, em geral, são bancos ou financeiras.
As regras de liquidez também podem ser diferentes. É mais comum que CDBs exijam que o investidor espere a data de vencimento para reaver o dinheiro.
Quem investe no Tesouro Direto tem que declarar Imposto de Renda?
Ter investimento no Tesouro Direto não é uma das exigências que obriga o contribuinte a declarar o Imposto de Renda. Mas, uma vez que algum dos critérios for atingido, os títulos do Tesouro devem constar na declaração.
Como funciona o Tesouro Direto com juros semestrais?
A opção de juros semestrais está ativa apenas no Tesouro Prefixados e Tesouro IPCA+. A única diferença é que, em vez de acumular os rendimentos até a data de vencimento, esses títulos pagam semestralmente a rentabilidade que acumularam.
Serve para investidores que queiram usar esse dinheiro como reforço de caixa de suas finanças pessoais.
O que acontece se resgatar Tesouro Direto antes do vencimento?
Para títulos do Tesouro Selic, nada acontece. Para Tesouro Prefixado e IPCA+, o valor do investimento fica sujeito à marcação a mercado (que será explicada abaixo).
O que é marcação a mercado no Tesouro Direto?
De forma simples, a “marcação a mercado” mostra o quanto seu título do Tesouro vale naquele dia. A depender das perspectivas de juros e inflação, ele pode variar para cima ou para baixo.
“Se temos uma expectativa aumento de juros, isso se reflete em uma relação inversa no preço do nosso título. Quando tem um aumento de taxa, nosso título se desvaloriza naquele momento”, diz Camilla Dolle, da XP
“E também podem existir fatores que reduzam a percepção de risco do Brasil. Com isso, as taxas caem e os preços dos títulos valorizam”, prossegue.
Mas a marcação a mercado só “vale” se o investidor vender seu título antes do vencimento. Caso contrário, são pagas as taxas prometidas no momento da compra.
Se eu investir R$ 100 no Tesouro Direto, quanto rende?
Novamente, depende da taxa escolhida. Uma reportagem do g1 simula a rentabilidade de alguns investimentos desde que a Selic subiu aos 13,25%.
O Tesouro Selic, por exemplo, teria um rendimento de 10,52% em um ano, considerando que a taxa básica de juros não mude e descontado o imposto de renda.
Assim, R$ 100 renderiam R$ 10,52.
