Dólar opera instável nesta segunda
Na sexta-feira, a moeda norte-americana avançou 0,71%, a R$ 5,2071. Dólar
Pixabay
O dólar opera instável nesta segunda-feira (23), com investidores acompanhando sinalizações sobre a política econômica do governo Lula e o mercado global preocupado com a possibilidade de uma recessão nos Estados Unidos.
Às 11h51, a moeda norte-americana caía 0,18%, cotada a R$ 5,1978. Veja mais cotações.
Na sexta-feira, a moeda norte-americana subiu 0,71%, a R$ 5,2071. Com o resultado, a moeda acumulou alta de 1,97% na semana passada. No ano, entretanto, o recuo é de 1,34%.
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O que está mexendo com os mercados?
Os economistas do mercado financeiro elevaram nesta segunda-feira a estimativa de inflação deste ano de 5,39% para 5,48%. Foi a sexta alta consecutiva do indicador. O novo aumento aconteceu após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ter criticado a independência do Banco Central e ter dito que a atual meta da inflação atrapalha crescimento – indicando que pode atuar para elevá-la.
Depois disso, o ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, afirmou que não há nenhuma pré-disposição do governo de fazer qualquer mudança na instituição.
Para este ano, a meta central de inflação foi fixada em 3,25% pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e será considerada formalmente cumprida se oscilar entre 1,75% e 4,75%.
Para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2023, o mercado financeiro subiu sua previsão de 0,77% para 0,79%.
Em sua primeira viagem internacional desde que tomou posse, Lula deve anunciar com o presidente argentino, Alberto Fernández, uma maior integração econômica entre os países e a criação de uma moeda regional para uso comercial, de modo a elevar o comércio entre os dois países.
A potencial moeda comum aumenta as incertezas sobre o governo, segundo a equipe da Ativa Investimentos. “A ideia, além de confusa, carece de detalhes e amplia os receios e as incertezas que o atual governo já vem causando desde o início de seu mandato”, escreveu a Ativa em comentário a clientes, destaca a Reuters.
No exterior, o cenário de inflação global e temores de recessão econômica, ambos com consequências em política monetária, seguiam como os principais temas nos mercados internacionais.
Com pressão inflacionária e juros mais altos, a cautela permanece com o risco de recessão nos Estados Unidos, com o mercado aguardando novos discursos de dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) que possam indicar o rumo das taxas de juros no país.
Juros mais altos nos Estados Unidos elevam a rentabilidade dos títulos públicos do país, que são considerados os mais seguros do mundo. Assim, investidores migram para tais aplicações, em detrimento de ativos de risco, como o mercado de ações e moedas de países divergentes – o que ajuda a explicar a desvalorização do real frente o dólar.
Parte dos mercados asiáticos, incluindo a China, está fechado devido ao feriado de Ano Novo Lunar, o que deve reduzir a liquidez.
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Às 11h51, a moeda norte-americana caía 0,18%, cotada a R$ 5,1978. Veja mais cotações.
Na sexta-feira, a moeda norte-americana subiu 0,71%, a R$ 5,2071. Com o resultado, a moeda acumulou alta de 1,97% na semana passada. No ano, entretanto, o recuo é de 1,34%.
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Depois disso, o ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, afirmou que não há nenhuma pré-disposição do governo de fazer qualquer mudança na instituição.
Para este ano, a meta central de inflação foi fixada em 3,25% pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e será considerada formalmente cumprida se oscilar entre 1,75% e 4,75%.
Para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2023, o mercado financeiro subiu sua previsão de 0,77% para 0,79%.
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No exterior, o cenário de inflação global e temores de recessão econômica, ambos com consequências em política monetária, seguiam como os principais temas nos mercados internacionais.
Com pressão inflacionária e juros mais altos, a cautela permanece com o risco de recessão nos Estados Unidos, com o mercado aguardando novos discursos de dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) que possam indicar o rumo das taxas de juros no país.
Juros mais altos nos Estados Unidos elevam a rentabilidade dos títulos públicos do país, que são considerados os mais seguros do mundo. Assim, investidores migram para tais aplicações, em detrimento de ativos de risco, como o mercado de ações e moedas de países divergentes – o que ajuda a explicar a desvalorização do real frente o dólar.
Parte dos mercados asiáticos, incluindo a China, está fechado devido ao feriado de Ano Novo Lunar, o que deve reduzir a liquidez.
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