Ibovespa abre em baixa, acompanhando exterior negativo
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O Ibovespa, principal índice da bolsa de valores de São Paulo, a B3, abriu em baixa nesta terça-feira (20), em um dia mais negativo no exterior, após decisão de política monetária na China.
No mercado interno, as atenções ficam voltadas para o andamento do arcabouço fiscal no Senado e as expectativas pelo resultado da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que termina amanhã.
Às 11h20, o índice caía 0,76%, aos 118.948 pontos. Veja mais cotações.
No mesmo horário, as ações da Vale e da Petrobras, empresas com maior peso na composição do Ibovespa, caíam 2% e 1%, respectivamente, puxando o índice para baixo. A queda nesses papéis acompanha a desvalorização do minério de ferro e do petróleo no exterior.
Na última sexta-feira (19), o Ibovespa teve alta de 0,93%, aos 119.858 pontos. Com o resultado, o índice passou a acumular altas de:
10,64% no mês;
9,23% no ano.
O que está mexendo com os mercados?
No exterior, o sentimento é mais negativo neste pregão por conta da decisão de política monetária na China. O governo do país asiático reduziu em 0,10% a taxa de juros do país, que caiu de 4,30% para 4,20%.
A decisão desagradou o mercado, que esperava uma queda mais acentuada dos juros, como forma do governo estimular a economia do país, que vem passando por um período de desaceleração, segundo os últimos indicadores divulgados.
A segunda maior economia do mundo é a maior demandante por diversos produtos exportados por vários países. Assim, se a atividade econômica chinesa desacelera, o impacto pode ser sentido em nível global – e por isso uma queda maior nos juros era esperada.
Além disso, também é esperado que dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) discursem ao longo do dia nos Estados Unidos, podendo trazer novos sinais sobre o rumo dos juros no país.
Por aqui, hoje começa o encontro do Copom do Banco Central do Brasil (BC), que dura até amanhã. O mercado espera que haja a manutenção da Selic, taxa básica de juros, em 13,75% ao ano.
É amplamente projetado por investidores e analistas que o Copom comece a reduzir a taxa Selic na próxima reunião do comitê, em agosto.
Ainda no cenário doméstico, outro ponto de atenção é o arcabouço fiscal. A previsão é que o texto do projeto do governo seja apresentado e votado hoje no Senado Federal.
